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quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Chupem!


Pois é amigos, por vezes a bola escolhe uma quarta-feira marota pra enganar todo mundo.

Aposto que vocês tinham seus palpites prontinhos pra ontem.

E aposto também que praticamente todos foram derrubados.

A função de dias como o de ontem é lembrar que futebol é um esporte completamente diferente de todos os outros. Às vezes dá até pra duvidar se é esporte mesmo.

Acharam que os principais jogos de ontem tinham um resultado óbvio?

Então. Chupem. Todos vocês, palpiteros errantes. Inclusive este blogueiro que vos fala.

terça-feira, 28 de maio de 2013

Um brinde ao futebol sério

Quem me acompanha nas redes sociais por vezes se irrita com o volume de informações que costumo publicar durante os grandes jogos de futebol.

Faço isso porque, com base na minha breve experiência acompanhando este esporte, percebo que ele está cada vez mais pasteurizado, e os grandes jogos e jogadores; aqueles que mobilizam a atenção de torcedores envolvidos e não envolvidos; têm acontecido cada vez menos.

Em 2013, até o momento, nesta categoria tivemos apenas os dois Corinthians x Boca e alguns jogos do São Paulo (os jogos contra o Corinthians, contra o Atlético-MG, a volta do Ganso à Vila Belmiro...). Só. De resto apenas joguinhos meia boca que se muitas vezes não atraiam nem o próprio torcedor, que dirá os outros.

O futebol brasileiro está pobre de coisas que mobilizam o espectador, que chamam atenção, que provocam comentários pro bem ou pro mal.

Em outros tempos, semanalmente tínhamos jogos assim. Foram se acabando. E com a saída de quase todo mundo da Libertadores, esse ano poderemos não ter mais.

Em outros tempos, tínhamos dezenas de jogadores assim. Foram se acabando. E com a saída de Neymar para o Barcelona, esse ano provavelmente não teremos mais.

sexta-feira, 22 de março de 2013

Ri, mas não desacredita não

Se eu te pedir pra listar os cinco técnicos brasileiros que mais têm sido alvos de chacotas nos últimos anos, fatalmente sua lista terá o nome de Alexi Stival. Tá, talvez não ESSE nome exatamente, mas seu apelido, Cuca.

Ele frequentemente realiza grandes trabalhos. Grandes mesmo. Monta times que Muricys e Felipões não conseguem com o triplo de orçamento.

Contudo perdeu muitas decisões, sofre preconceitos por causa de uma superstição ou outra, e convive com o estigma de “derrotado”.

E isso tudo por quê? Porque o cara se expõe.

E hoje é o ÚNICO que ainda insiste no que acredita, quando a rotina do grupo dos treinadores medianos é seguir as “tendências vindas da Europa”.

quarta-feira, 6 de março de 2013

Where is the love?

É molecada, o namoro entre os fãs de futebol e o Barcelona vive sua primeira grande crise.

O futebol de toques constantes já é mais tão bonito, a posse de bola já não é mais tão eficiente, não ter centroavante já não parece tão genial... Todos aqueles papos dos “entendedores”, manjam?

Pois bem, vamos lá então, do começo.

O time é fraco? Não.

O esquema que joga é fraco? Também não.

Tem algum problema crônico aparente? Não (talvez a bola aérea se aproxime disso, mas não chega a ser crônico).

Então porque os caras começaram a tomar piaba com essa frequência?

Pela mesma razão que você depois de um certo tempo você começa a se irritar mais com seu trampo, com sua namorada, sua mãe.

sexta-feira, 1 de março de 2013

Um herói pra chamar de seu

Sempre se ouve falar de como o brasileiro vê o futebol de modo diferente do europeu. Que eles são mais civilizados, mais organizados, mais limpinhos, blá, blá, blá...

E aí vem as razões que criam pra explicar essa diferença. Todas sem sentido

“Eles tem o melhor futebol do mundo”. Nem vou discutir se é uma verdade absoluta ou não. Mas temos de concordar que é absolutamente contraditório. Na teoria, quanto melhor o time que se tem, mais “enlouquecidamente” se torce.

“Eles são mais ricos”. E daí? O que que uma coisa tem a ver com a outra? Alguém ganha dinheiro pra torcer no Brasil?

“Eles têm acesso à uma educação de qualidade”. Sim, têm mesmo. O que é muito bom inclusive. E isso não os impede de realizarem ofensas racistas ou até mesmo de esbravejarem contra uma simples troca de camisas, certo?

O fato é: eles vão ao teatro ver um espetáculo, nós vamos a uma romaria em busca de um herói a ser canonizado.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Neste primeiro mês da temporada 2013 eu vi...

Pois é amigos, faz mais ou menos um mês que nosso clubes voltaram a correr atrás da bola (e alguns já parecem cansados).

Sei que o começo dos estaduais não é lá um grande parâmetro pra dizermos o que será do 2013 de cada um. 

Mas algumas coisas já deu pra observar.

Por exemplo: Se a Ponte Preta fosse de outro estado, além do fato de que já teria 18 títulos estaduais, fatalmente venceria a edição 2013 também.

Se os treinadores fossem trabalhar em equipes compatíveis às suas últimas conquistas, Luxemburgo hoje estaria treinando o Macaé.

E se o Neymar vendesse tomate no Mercadão, não pegaria nem as figurantes da RedeTV.

Agora deixando as brincadeiras de lado, vamos ao que interessa, os times e suas características (boas e ruins) já expostas neste início de 2013.


quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Esporte e superstição

No final do ano passado, ali pela trigésima e sei lá o quê rodada do Brasileirão, um fato muito curioso marcou a luta (frustrada) do Palmeiras contra o rebaixamento.

Antes do início do jogo contra o Cruzeiro, em Araraquara (SP), um dos assessores de imprensa do clube foi visto jogando sal grosso no pé da trave de um dos gols do Estádio da Fonte Luminosa, tão lembrados?

Pois é, o Palmeiras acabou vencendo aquele jogo marcando dois gols exatamente na baliza “abençoada”. O acontecimento foi muito comentado durante dias e, ao que parece, o sal grosso acabou cedo demais.

Mas o Palmeiras não foi o primeiro e nem o último a apostar em superstições no esporte. E alguns casos em especial, valem ser lembrados por aqui.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Adeus Joelmir, adeus São Marcos

Estes últimos quinze dias trouxeram duros baques a todos os que fazem parte direta ou indiretamente, profissional ou informalmente, do mundo do jornalismo esportivo brasileiro.

Pelo lado jornalístico, perdemos o jornalista, comentarista e gênio Joelmir Beting.

Pelo lado esportivo, perdemos definitivamente o eterno São Marcos, o goleiro de todas as torcidas.

Este humilde blogueiro não seria capaz de reproduzir uma homenagem ao nosso goleiro do Penta, ou mesmo um texto a altura de Joelmir.

Por isso aproveito para reproduzir o último texto de Joelmir, que por um acaso foi uma homenagem ao Marcos.

O texto foi divulgado pelo seu filho, e também ótimo jornalista, Mauro Beting, em seu blog na manhã de ontem.

Como tudo o que vinha do Joelmir, vale a leitura.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Azedou

Pois é rapaziada, o fim de semana eleitoral não foi difícil apenas para a Carminha e o Celso Russomano.

No esporte também teve muita gente lamentando os dias 06 e 07 de outubro.

Principalmente aqueles que estavam buscando algo extremamente difícil, e tiveram suas duras caminhadas frustradas por falta de sorte ou de competência mesmo.

O que já era milagre ficou muito mais complicado para nossos dois personagens de hoje.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

A caminho do fim e correndo

O último fim de semana do mês de setembro de 2012 ficará marcado pra sempre na história.

Todos nós, viciados neste tubo de raios catódicos chamado televisão, perdemos um pedaço importante da alma da TV com a morte de Hebe Camargo.

Existem pessoas especiais que simbolizam coisas especiais para nós, meros mortais. Hebe sempre representou alegria.

“Mas e aê Dello? Seu blog é de esportes ou agora virou anexo da Sônia Abrão? Vai ficar falando de famoso que morreu?”

Não não, não vou falar da Hebe, nem teria capacidade para tal. Mas vou falar sim da alegria, que deveria estar sempre presente nos esportes e que, no futebol, morreu um pouco mais neste fim de semana.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Futebol é comercial

Pra diminuir um pouco a tensão de vocês com seus respectivos times, saí procurando algumas coisas bacanas relacionadas ao futebol pra postar aqui. E lembrei das grandes propagandas que ficam na nossa lembrança pra sempre.

Separei então dez das minhas propagandas preferidas, em ordem de data de produção, pra mostrar pra vocês.

Ah, e já respondo antes das perguntas.

Sim, 90% são da Nike.

E não, este blog (ainda) não é patrocinado, rs.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

A Lei de Gérson e a 18ª regra


Já tinha visto esse vídeo alguma vez na vida?

Foi ele que deu origem a famosa Lei de Gérson, aquela que norteia o comportamento do brasileiro sob a ideia de querer levar vantagem em tudo.

É cultural (ou não, diria Cléber Machado), o brasileiro cresce com uma suposta obrigação de “se virar” pra conseguir as coisas, e daí nasce essa tendência pra tentar sempre ser o “esperto”.

Algum amigo seu já chegou se vangloriando: “manja aquele negócio x que custa yz? Descolei um esquema bom aí e paguei só z”.

Isso acontece em todos os setores de nossas vidas, sem exceção. Mas é no futebol, esse espaço sem lei onde “não precisamos ser civilizados”, que a Lei de Gérson tem seu ápice.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

No apagar das luzes

Neste fim de semana aconteceram as últimas provas e o encerramento dos Jogos Olímpicos de Verão de 2012.

Por se destacar principalmente em esportes coletivos, o Brasil geralmente paga um preço alto nos Jogos Olímpicos. Passa sempre os primeiros dez dias de competições vendo todos os países encherem a mala de medalhas, enquanto nós só recebemos algum destaque nos cinco últimos dias.

Em Londres não foi diferente. Mesmo com as agradabilíssimas surpresas do judô e da ginástica, as atenções dos brasileiros eram prioritariamente pro basquete, futebol e vôlei.

No basquete já havíamos rodado previamente. Mas ainda tinham três ouros “na mesa”. Os dois “vôleis” e o futebol masculino.

Dos três, pegamos um. As duas pratas que deixamos de perder se juntaram a de Esquiva Falcão no boxe. Levamos também um bronze, heróico, com Yane Marques no pentatlo moderno.

E foi assim, com vitórias, derrotas com sabor de vitórias, e derrotas com gosto de derrota mesmo que encerramos nossa participação nos Jogos de Londres.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

O que sobrou pra disputarmos

Após mais uma tristeza, na final do vôlei de praia masculino, é hora de reunir nossas últimas fontes de medalha nesses Jogos.

Importante lembrar que iremos bater o recorde histórico de 15 medalhas que conquistamos em Atlanta-96 e Pequim-2008.

Não poderemos dizer que foi nossa Olimpíada mais vencedora, pois não alcançaremos os cinco ouros de Atenas-2004 (aliás, bem que poderíamos).

Mas vai ser a edição que mais nos deu medalhas em toda a história. Isso não é pouca coisa.

Mas vamos lá, aonde ainda devemos concentrar nossas atenções nesses últimos três dias de Olimpíadas?

segunda-feira, 23 de julho de 2012

O que já vi do que ainda falta

A partir desta semana, e até a penúltima de agosto, só se falará de Olimpíadas por aqui. Durante os próximos dias inclusive teremos um pouco da preparação brasileira para as disputas desportivas de Londres.

Mas pra abrir conversa e começarmos a nos climatizar, um pouco de história.

O principal foco da mídia brasileira nesta edição das Olimpíadas será sem dúvida a busca de Neymar e sua trupe pelo inédito ouro do futebol.

Por isso decidi reunir aqui tudo o que eu já vi do Brasil em gramados olímpicos.

Só decepções, mas que podem nos ajudar a relembrar erros que não podem ser cometidos novamente.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Sobre "Ronaldinhos" e "Gansos": o jogador e o dinheiro

Atenção, muita atenção para o que vou dizer a partir de agora. O que tenho para contar pode desconstruir tudo aquilo o que você acredita (ou finge acreditar) sobre seu clube de coração. Principalmente sobre esses caras aí de chuteiras, por quem você pega filas, toma chuva, fica sem dinheiro, sofre, grita e o pior, aguenta todo o tipo de chacota durante a semana. É com pesar que vos digo, que eles não estão nem aí pra você meu querido.

Provavelmente você já saiba e se faz de bobo pra manter o encanto do futebol (o que eu entendo), mas tenho de falar. O que liga esses caras à camisa que você ama é o mesmo que lhe prende nesse emprego que você odeia. Grana, nada mais.

Com a aposentadoria de "São Marcos", apenas Rogério Ceni sobrou como exceção a esta regra. Mas como ele ainda não voltou a jogar, posso falar de todos os que muitas vezes fingem correr nos gramados brasileiros.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

O inativo mercadão da bola

Pois é, sempre que acaba a temporada começa aquele papo de fulano ir pra time x, time y contratando estrelas, mercado aquecido, blá blá blá...

No entanto, nessa virada de 2011 pra 2012 as coisas não aconteceram do modo esperado.

O mercado já não parece tão aquecido, e as principais equipes entrarão em campo neste novo ano praticamente iguais.
 
Dizer que ninguém contratou porque não tem dinheiro, por mais absurdo que possa parecer, é desculpinha.

Todo time daqui sempre foi duro. E nem por isso deixou de contratar bem e pagar fortunas.

Pensar na possibilidade de todos os dirigentes do país terem desenvolvido lapsos de consciência administrativa ao mesmo tempo também é bastante... difícil.

Mas então o que acontece por aqui?

Bem, não há uma regra geral, mas olhando cada caso, vemos que algumas situações se repetem entre os grandes clubes brasileiros.

domingo, 1 de janeiro de 2012

O grande livro de histórias chamado Futebol

Torcedor é um bicho engraçado.

Sofre, reclama, xinga, comemora, elogia, idolatra, se conforta, se decepciona, chora, promete a si mesmo parar de ir aos jogos e dar fim a essa tortura...

...e dias depois tá lá, sofrendo de novo.

Por pessoas quem nem sabem que ele existe.
E acha legal. É motivo de piada com os amigos, “investe” seu suado dinheirinho, pega fila, toma chuva...

...e fica ansioso pra repetir tudo de novo no fim de semana.

Isso em qualquer esporte. Em alguns menos, em outros mais.

Mas todos contribuindo com sua parte para o enlouquecimento de seus fiéis seguidores.

E no meio disso tudo, temos o futebol, que não se enquadra muito bem nessa categoria de “esporte”.