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segunda-feira, 27 de maio de 2013

O santista está feliz

Pronto.

Agora que tudo está oficializado (pra desespero das máquinas de boatos) posso enfim falar seriamente sobre a ida de Neymar pra Europa. Ontem ele fez (provavelmente, já há quem fale em uma tentativa de jogo na Vila antes da ida) sua última partida com a camisa do Santos antes de partir.

Hoje assinou o contrato com o Barcelona e vai jogar ao lado do Messi, do Xavi, do Iniesta, do Daniel Alves e de toda aquela galera lá que vocês estão cansados de conhecer.

Num primeiro momento podemos pensar: “nossa, o torcedor santista deve estar de luto”. Ali, na base do reflexo, também pensei isso quando tudo se confirmou.

Mas depois, pensando com calma em tudo que aconteceu de 2009 até este mês de maio de 2013, mudei um pouco o meu modo de ver a história toda.

Na verdade o santista tem que ficar feliz. E muito.

sexta-feira, 1 de março de 2013

Um herói pra chamar de seu

Sempre se ouve falar de como o brasileiro vê o futebol de modo diferente do europeu. Que eles são mais civilizados, mais organizados, mais limpinhos, blá, blá, blá...

E aí vem as razões que criam pra explicar essa diferença. Todas sem sentido

“Eles tem o melhor futebol do mundo”. Nem vou discutir se é uma verdade absoluta ou não. Mas temos de concordar que é absolutamente contraditório. Na teoria, quanto melhor o time que se tem, mais “enlouquecidamente” se torce.

“Eles são mais ricos”. E daí? O que que uma coisa tem a ver com a outra? Alguém ganha dinheiro pra torcer no Brasil?

“Eles têm acesso à uma educação de qualidade”. Sim, têm mesmo. O que é muito bom inclusive. E isso não os impede de realizarem ofensas racistas ou até mesmo de esbravejarem contra uma simples troca de camisas, certo?

O fato é: eles vão ao teatro ver um espetáculo, nós vamos a uma romaria em busca de um herói a ser canonizado.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

E por isso não idolatro Neymar

Por Felipe Noronha

Sim, esse é um texto sobre a venda do Paulo Henrique. Não estou louco. Justificarei.

Não tenho mais blog sobre o Santos, não fiquei irritado quando o Santos foi eliminado pelo Corinthians na Libertadores, não assisto jogos desde então (com 3 exceções por razões pontuais) porque resolvi focar em outras coisas. Mas senti vontade de escrever sobre esse caso, agora que acabou.

Porque, em 2010, eu quis idolatrar o Paulo Henrique. E é por isso que hoje, em 2012, eu não idolatro o Neymar.

Porque, como disse meu amigo Giovani Bissoli, ao ver vídeos dos jogos do Santos de 2010, aquele que ganhou de 10, 9, 8, 6, 5, 4, 3, 2 e 1, mas jamais de SETE (o destino é uma coisa maravilhosa), o sentimento é de um cara que acabou de se divorciar. Ou foi largado, chutado. Corneado.

Idolatrávamos aquele cara que, com a maior 10 do mundo, dava passes maravilhosos, inimagináveis. Chegamos a falar que ele era melhor que o Neymar. Puta. Que. O. Pariu. Que merda que falamos.