Às vezes, o futebol escreve torto por linhas tortas (sim, isso mesmo).
No início do segundo semestre de 2011, era grande a expectativa na Europa sobre a Champions 2011-12.
Todos queriam saber se o futebol do Barcelona continuaria mágico. E se sim, se alguém conseguria superá-lo. Todos queriam ver um Real Madrid reforçado e entrosado fazendo frente aos rivais da Catalunha.
Também era grande o interesse sobre o mais novo rico da Inglaterra, o Manchester City, que logo de cara caiu no grupo mais interessante da primeira fase, junto ao Bayern de Munique, o Napoli e o Villarreal. Muitos olhares se voltavam também ao grupo F, com o sempre competitivo Olympique Marseille, o agora bi-campeão alemão Borussia Dortmund e o perigoso Arsenal.
O grupo E também era interessante, tinhamos o Milan no mesmo grupo do Barça. O Real junto ao seu por vezes carrasco Lyon, e com o Ajax a tira colo...
Enfim, esperava mais do que um grande campeão, esperava-se um ode ao futebol da mais alta qualidade, atraente, plástico, que haveria de sair vencedor ao fim do cortejo.
Não importava se a taça continuaria na Catalunha ou não. Todos na Europa tinham a certeza de que o campeão seria alguém que jogaria "o fino da bola". Muitas grandes equipes se planejaram, se reforçaram. Não tinha como o futebol bonito dar errado nesta edição.
Pois é, deu errado. E deu errado graças a uma equipe que também fez tudo errado, em busca de algo que não havia conseguido em nenhuma das vezes em que fez tudo certo.
Com vocês, o Chelsea FC, campeão europeu de 2011-12.