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quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Por isso essa força

Falou-se tanta coisa antes de começar essa Copa do Brasil em novo formato.

“Ah, agora vai ter os times da Libertadores. Ferrou”. “Acabou a moleza”. “Quem fica de fora da Liberta, tá lascado. Não vai ganhar nunca mais”.

Toda a expectativa do público sobre a edição deste ano estava em volta da entrada de Corinthians, Grêmio, Atlético-MG, São Paulo, Palmeiras e Grêmio na fase de oitavas-de-final.

O campeão ou tava entre os seis, ou entre Inter e Curzeiro. Não fugia disso, sentenciavam.

Até que surgiu uma força diferenciada. E essa força levou a taça contra todas as previsões.

Não, não é exatamente do "time" do Flamengo (que de diferenciado não tem nada) que vou falar.   
 

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Não é só por R$ 0,20

Não querendo pagar de “vivido”, mas rapaz, vou te dizer um negócio. Na vida, tem certas coisas que são muito importantes.

É importante você dar sempre o devido valor à sua família, à sua companheira ou companheiro e aos seus verdadeiros amigos, por exemplo.

É muito importante que você cuide bem da sua saúde. Como diz minha vó, “se você cuidar bem, seu corpo dura a vida toda”.

É importante também você ter um trabalho que, mesmo se não for aquele dos seus sonhos adolescentes, te engrandeça de alguma maneira, te dê uma condição de vida bacana e, na medida do possível, te faça feliz.

Assim, você terá quase tudo o que é preciso pra construir uma bela história de vida e evoluir como pessoa em todos os sentidos. Fica faltando só uma outra coisinha imprescindível pra te afastar do risco de se tornar um babaca engolido pelo sistema.

Você precisa conhecer, entender e respeitar suas raízes. Precisa ter clara em mente toda a história daqueles que proporcionaram que você estivesse aqui, hoje, nas atuais condições.

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Será que ainda dá tempo?

Por Wesley Souza

Caros tricolores tricampeões do mundo e hexacampeões brasileiros, o São Paulo parece decidido a acabar de vez com a dúvida de 1991, onde se questiona se o mesmo caiu ou não, caindo para a segunda divisão do futebol brasileiro.

Primeiramente falando do jogo da 14ª rodada (ainda da série A), o empate em 1x1 com o Altético-PR, este é só mais um resultado ruim para o São Paulo, que está na 19ª colocação do certame nacional. O time até começou bem, atacando e indo pra cima. Abriu o placar e... novamente nosso maior problema. O São Paulo de 2013 faz um e se encolhe, chama o rival, sofre o gol e desaba emocionalmente dentro de campo. Na noite desta quinta-feira não foi diferente. Paulo Baier (imortal) fez de pênalti e deu números finais à partida.

Eu poderia ficar aqui falando falar do segundo tempo, das chances perdidas, de mais um jogo frustrante. Mas vou aproveitar o espaço que o companheiro Felipe Dello me concedeu para ir além e fazer uma pequena análise sobre o momento do clube do Morumbi.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

A nova "Meca Coxinha" do futebol

Conhecem o grandão aí do lado? Não? Claro que conhecem. É o Maraca, pô!

Tá de roupagem nova, "joias no pescoço", mas é ele sim.

Agora que acabou a Copa das Confederações vai voltar para seus "donos". E neste fim de semana tem clássico, Vasco x Fluminense, melhor maneira possível de "reabri-lo".

Mas o que deveria ser motivo de festa, um reencontro com o "ente querido", pode virar preocupação com a possível "perda permanente" daquilo que o Maracanã sempre representou.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Nem tanto ao mar

O torcedor da Seleção Brasileira é realmente bem diferente do torcedor de clube.

Enquanto o clubista defende seu escudo com unhas e dentes, mesmo estando claramente errado, o brasileirinho até acha bacana encontrar um defeito no time pra ressaltar.

A Seleção, assim como o time do clubista, é uma equipe cheia de defeitos.

Mas depois dos jogos contra a Inglaterra e a França, começa-se a perceber que não temos por aqui o pior selecionado do mundo.

Calma, este não será um papo pacheco de que tá tudo ótimo. Ainda não há como confiar em títulos deste escrete e por isso não vou tentar trazer ninguém pro lado extremo do otimismo.

Apenas tirar do extremo do pessimismo.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Galo bom só canta depois do dia clarear

Quase deu m...eleca.

O Atlético-MG é o grande favorito da Libertadores desde a desclassificação do Corinthians contra o Boca Juniors. Está jogando um futebol muito atraente. Fazendo gols. Invicto em casa. O time todo correndo muito e tal.

E nessa hora, quando o favoritismo se instalou definitivamente em BH, o Galo cometeu o eterno erro dos franco favoritos.

Time, treinador e até torcida acreditaram ser imbatíveis. A máscara do pânico (uma puta ideia, diga-se de passagem) antes do jogo exemplificava isso.

O sentimento do “comigo ninguém pode” tomou conta. E por um milagre a derrota mais doida da história atleticana não veio quinta-feira passada.

E assim, o que aprendemos no último dia 30 no Estádio Independência amiguinhos?

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Tem que ser agora

Em 1985 a cidade de São Paulo realizou suas primeiras eleições municipais pós-redemocratização.

A disputa ficou polarizada principalmente entre três nomes: Eduardo Suplicy (PT), Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e Jânio Quadros (PTB). Este último seria eleito com mais de 37% dos votos.

Já nosso ex-presidente FHC terminou em segundo com pouco mais de 34% dos eleitores. Em sua campanha, ficou marcado o jingle “é pique, é pique, é pique / é hora, é hora, é hora / Fernando Henrique, tem que ser agora”.

Sim, dei toda essa volta na história pra chegar nesse jingle ridículo. Mas você vai entender logo mais à frente.

O São Paulo jogou ontem e perdeu para o The Strongest, na Bolívia. Se complicou muito com este resultado óbvio (a vitória do Atlético lá foi uma exceção histórica, já que em geral todo mundo perde).

E além dos pontos, perdeu Jadson (que levou o terceiro amarelo) para a grande “decisão” do dia 17, contra o Atlético-MG no Morumbi.

E, com Jadson fora, a responsabilidade de conduzir o meio-campo tricolor no jogo mais importante do ano ficará toda pra quem?

É amigos, o são-paulino pode, a partir de hoje, cantar o “jingle do FHC”, apenas trocando “Fernando” por “Paulo”.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

O que eu também não entendo

Dá pra contar nos dedos de uma mão quantas vezes no ano temos um grande jogo, daqueles comentados a exaustão uma semana antes e depois de acontecerem.

O clássico deste último domingo entre Santos e São Paulo foi o primeiro de 2013 a se encaixar nessa condição. Foi o reencontro de Paulo Henrique Ganso com a torcida santista na Vila Belmiro.

A história entre Ganso e o Santos todo mundo já decorou. Ganso “jogou” muito tempo puto com o Santos alegando falta de reconhecimento e vontade de sair, enquanto a torcida ficou muito tempo puta com Ganso afirmando que o mesmo forçava a saída do clube causando seguidos momentos de mal-estar no clube, com críticas a um contrato que ele mesmo não quis alterar, e propositadamente atuando de forma displicente.

A torcida do Santos nós já sabíamos como iria se comportar. A expectativa então era de se saber como (ou pelo menos se) Ganso reagiria a tudo isso.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Um mundo de loucos

Pois é amigos, foram seis meses falando, planejando, pensando se “dava” pro Corinthians.

Deu.

O jogo foi difícil (como não haveria de ser diferente), o Corinthians por vezes levou sufoco, mas superou, marcou, correu e venceu.

Pra quem sempre acreditou, um prêmio. Pra quem duvidou, uma conclusão.

O Corinthians é uma daquelas camisas das quais não se pode duvidar.

Não vou falar aqui do quanto Paolo Guerrero foi decisivo. Ou o quanto o, agora canonizado, Cássio foi espetacular em cada defesa.

Não vou ficar aqui repetindo que o Corinthians entrou com uma marcação excelente, anulou o jogo no chão do Chelsea e blá blá blá...

Isso tudo você já está vendo, lendo e ouvindo desde às 10h30 da manhã de ontem.

Meu post do campeão mundial de 2012 vai fazer referência (e reverência) ao verdadeiro campeão dessa história toda.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

A caminho do fim e correndo

O último fim de semana do mês de setembro de 2012 ficará marcado pra sempre na história.

Todos nós, viciados neste tubo de raios catódicos chamado televisão, perdemos um pedaço importante da alma da TV com a morte de Hebe Camargo.

Existem pessoas especiais que simbolizam coisas especiais para nós, meros mortais. Hebe sempre representou alegria.

“Mas e aê Dello? Seu blog é de esportes ou agora virou anexo da Sônia Abrão? Vai ficar falando de famoso que morreu?”

Não não, não vou falar da Hebe, nem teria capacidade para tal. Mas vou falar sim da alegria, que deveria estar sempre presente nos esportes e que, no futebol, morreu um pouco mais neste fim de semana.

sábado, 8 de setembro de 2012

Você tem fome do quê?

Ontem, dia 07 de setembro, no feriado da Independência, 51.537 pessoas viram comigo, in loco, a vitória do Brasil sobre a África do Sul pelo placar mínimo de 1x0, gol de Hulk.

A Seleção jogou muito mal, não mostrou padrão tático, sofreu momentos de sufoco defensivo e decepcionou quem esperava uma goleada. Mas tudo isso você já sabe.

Vamos falar aqui do destaque de fora das quatro linhas.

Estou falando da gloriosa, da incrível, da pentacampeã mundial torcida brasileira. Mais específicamente da torcida paulista.

Já faz algum tempo que futebol aqui em nosso estado não é lazer. O torcedor paulista não sente alegria quando seu time vence, sente alívio. Isso não é segredo pra ninguém.

Somos chatos, rabugentos, coneteiros e exigentes pra diabo. Por isso a Seleção raramente vem pra cá (no que está certíssima). Acontece que agora isso tá ultrapassando o nível "chatisse" e alcançando o nível "burrice" da coisa. E aí temos um problema.

sábado, 1 de setembro de 2012

Enfim, forte e vingador

Você, mesmo que a distância, está acompanhando o Campeonato Brasileiro. Não tem jeito, mesmo que desencanado, você ouve falar, lê alguma notícia, assiste algo na TV.

E em consequência disso com certeza está sabendo alguma coisa sobre a espetacular campanha do Atlético-MG. A equipe de Belo Horizonte encerrou o primeiro turno beirando 80% de aproveitamento dos pontos. OITENTA POR CENTO.

Pra se ter uma ideia, o Barcelona terminou o último Campeonato Espanhol com 79,8% de aproveitamento. E olha que lá os caras só enfrentam o Real Madrid de igual pra igual.

Se o Galo vai ter gás pra ir até dezembro na frente é outra história. Mas, no mínimo, já é admirável o desempenho de um gigante que vinha desacordado há um longo (longo mesmo, pra caramba, longuíssimo) inverno.

Aí você pode se perguntar: Esse momento tão especial caiu do céu? É um milagre? É a força do destino? De jeito nenhum (aliás, nada na vida é).

Cinco pontos são cruciais para o Galo estar onde está. E não, a sorte não é nenhum deles.

sexta-feira, 23 de março de 2012

Até a intolerância evolui

Já faz algum tempo que futebol por aqui deixou de ser lazer acima de tudo.

A cobrança por resultados cresce a cada ano, e o que antes eram “motivos de festa”, hoje são “objetivos à serem cumpridos”.

O comportamento padronizado dos atletas é reflexo disso.

Mesmo que jogue no Corinthians, você não pode vir na coletiva de imprensa e dizer que vai vencer o XV no fim de semana.

É desrespeitoso, dizem alguns. É anti-ético, dizem outros.

Como se os estádios fossem ambientes corporativos.

Tá tudo muito chato, de fato.

Mas essa semana, presenciamos um absurdo fruto dessa mutação a qual o futebol está sendo exposto.

Vou aproveitar e embarcar na história protagonizada pelo meia Léo Rocha, do Treze de Campina Grande, pra falar um pouco mais sobre esse quadro preocupante que se apresenta.

sexta-feira, 9 de março de 2012

Ei, você aí, me dá um dinheiro aí, me dá um dinheiro aí...

Tentei resistir por algum tempo, mas não aguentei.

Vou ter que falar sobre a "audaciosa estratégia" do Palmeiras para contratar o meio-campista Wesley, ex-Santos.

Alguns times já cogitaram esse tipo de ação em algumas oportunidades.

Cogitaram.

Um dos casos que ficaram mais famosos foi a tentativa do Corinthians em repatriar o volante Cristian junto ao Fenerbaçe da Turquia.

Mas como ressaltei duas linhas acima, até hoje os clubes apenas cogitavam esse tipo de coisa.

Depois de uma simples reuniãozinha com três ou quatro cabeças pensantes ficava claro o quão absurda era ideia.

No entanto no Palmeiras, parece que não rolou.

Mas vamos lá gente, falando sério sobre o assunto.

Sem rir hein?