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quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Por isso essa força

Falou-se tanta coisa antes de começar essa Copa do Brasil em novo formato.

“Ah, agora vai ter os times da Libertadores. Ferrou”. “Acabou a moleza”. “Quem fica de fora da Liberta, tá lascado. Não vai ganhar nunca mais”.

Toda a expectativa do público sobre a edição deste ano estava em volta da entrada de Corinthians, Grêmio, Atlético-MG, São Paulo, Palmeiras e Grêmio na fase de oitavas-de-final.

O campeão ou tava entre os seis, ou entre Inter e Curzeiro. Não fugia disso, sentenciavam.

Até que surgiu uma força diferenciada. E essa força levou a taça contra todas as previsões.

Não, não é exatamente do "time" do Flamengo (que de diferenciado não tem nada) que vou falar.   
 

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Entre outras quatro linhas #48 - Tênis

Sim, Nadal voltou a ganhar títulos, recuperou a boa forma e chegou ao topo do ranking.

Beneficiado pelos pouquíssimos pontos a defender em 2013 (devido a um 2012 praticamente nulo), saltou à liderança deixando para trás o antes imbatível Djokovic (este sim, que tinha um caminhão de pontos pra defender em 2013).

Beleza, legal. O espanhol é fenômeno do esporte mesmo.

Mas daí achar que ele “dominaria o tênis mundial” tendo um Djokovic ainda em grande forma como adversário, é um pouco demais.

Respeita o moço.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Quando toda a paixão se justifica

Não precisamos repetir aqui o quão apaixonados somos por futebol. Desde sempre e até nos piores momentos.

Mas vamos combinar que quando a bola ajuda a gente a gostar ainda mais, facilita, não é verdade?

E nesses últimos tempos parece que ela decidiu se superar ano a ano. Como quem tenta "limpar a barra" conosco. Pagar todos os seus débitos e tirar o nome do SERASA.

E não satisfeito em quitar seus débitos, ainda tem deixado grandes histórias de troco.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Tem como não amar o futebol?

E o jogo de ontem, hein? Rapaz, que show. 

Num país onde o Chatileirão se arrasta até dezembro, temos poucas chances de assistir a grandes jogos como os de Libertadores.

E o Galo tá garantindo nosso entretenimento esse ano.

Buscou uma heroica (e talvez inédita, não tenho certeza) vitória em La Paz, deu shows dignos de Globetrotters nos confrontos contra o Arsenal de Sarandí, deitou nos confrontos contra o São Paulo, proporcionaram emoção extrema e desnecessária contra o Tijuana e ontem... ah, ontem o bicho pegou.

Dá pra dividir o que aconteceu nesta quarta em pelo menos quatro capítulos.

sábado, 29 de junho de 2013

Confederations Cup – Round 4

Taí a final que vocês tanto queriam. Brasil e Espanha entram em campo amanhã para decidirem a Copa das Confederações de 2013.

Como sabem, o Brasil eliminou a seleção uruguaia na quarta-feira com uma vitória por 2x1. Os espanhóis por sua vez precisaram da disputa por pênaltis para eliminar a Itália após o 0x0 no tempo regulamentar e na prorrogação.

Todos nós queremos que o Brasil ganhe. Todos nós sabemos que a Espanha é a favorita.

Mas a Itália segurou o ataque dos caras. Mas nós não seguramos o ataque da Itália.

Então vamos com base nos jogos das semifinais tentar identificar o melhor caminho pra uma possível vitória verde e amarela.

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Entre outras quatro linhas #42 – NBA

Está confirmado o segundo título daquele que tentará criar uma dinastia na NBA durante toda esta década, o Miami Heat de James, Wade e Bosh.

Os Heatles levaram novamente. Com muito mais dificuldade do que se imaginou lá atrás, mas venceram.

LeBron James conduziu sua equipe na grande final e pôs fim a qualquer resquício da fama de pipoqueiro das decisões.

Aos texanos, os mais sinceros parabéns por terem feito desta uma das séries mais emocionantes dos últimos anos.

Precisam refletir sobre o quanto seu envelhecido tripé de sustentação ainda poderá render. Mas até neste sentido, sai da temporada deixando boas perspectivas, como o jovem (e muito bom) Kawhi Leonard, que conseguiu mais um double-double na grande final.

O jogo (e o título) permaneceram totalmente em aberto até faltarem 50 segundos para o final.

Até que o Tim Duncan...

domingo, 9 de junho de 2013

Entre outras quatro linhas #41 - Tênis

Depois de sete meses parado por contusão e quase “aposentado” pela mídia, Rafael Nadal retornou às quadras calando bocas e ganhando títulos.

Primeiro os pequenos, como os Masters de Indian Wells, Madri e Roma. E ontem consagrou seu o retorno com o impressionante (e quase inacreditável) octacampeonato de Roland Garros.

Depois de uma semifinal épica contra Djokovic na sexta, enfrentou na final de ontem o terceiro principal nome do saibro (quadra característica do Grand Slam francês e terreno dominado por Nadal há quase uma década), seu compatriota David Ferrer. Para se ter uma ideia, Ferrer não havia perdido NENHUM set na competição até a final.

O placar da decisão? 3 sets a zero pra Nadal.

Djokovic; que nadava de braçada num ranking de "águas tranquilas", já que a concorrência se resumia a Roger Federer, que está perto da aposentadoria, e Andy Murray, que é o Andy Murray; agora precisa ficar esperto novamente.

O Touro está de volta.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Entre outras quatro linhas #40 - NBA

Big Six, por Felipe Noronha

Desde que LeBron James resolveu que iria jogar em Miami porque lá tem praia, o Heat passou a ser o time do BIG THREE: James, Dwyane Wade e Chris Bosh.

Só que, no Texas, já havia um outro trio, e que foi formado com base na esperteza e inteligência na hora do draft: em San Antonio, os Spurs contam com Tim Duncan, Tony Parker e Manu Ginóbili há anos. E já levaram três títulos com eles juntos em quadra.

Essa é a final da NBA 2013: Heat, com o mando de quadra, jovens atléticos e em busca de uma dinastia; e Spurs, com seu trio veterano, infinitos role players draftados em escolhas surpreendentes e muita, mas muita inteligência em quadra.

domingo, 26 de maio de 2013

Tá pago

E na final da Champions League 2012/13 deu a lógica. O Bayern München é campeão após alguns sofridos vices.

A equipe da Baviera agora buscará vencer a Copa da Alemanha para conseguir uma inédita (e provável) Tríplice Coroa. O Borussia Dortmund por sua vez vê o fim de uma temporada histórica, digna de aplausos (que de fato aconteceram, ao final da partida).

Destaque para Jupp Heynckes, que entrega uma equipe pronta e no auge para que Pep Guardiola dar sequência as conquistas.

Para o pagamento da “dívida moral” que a bola contraiu para com o Bayern na temporada passada.

E pro grande personagem da final, Arjen Robben, que viveu uma tarde digna de filme.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Entre outras quatro linhas #39 - NBA

Por Felipe Noronha

As três melhores defesas contra o favorito – quem leva a NBA?

Caros, venho novamente aqui por meio desta falar do que mais gosto no mundo: basquete. E, claro, o melhor disputado, a NBA. Pra quem não lembra, estive aqui antes dos playoffs começarem, dando um preview básico de cada confronto.

Até que fui bem! Hoje, porém, vou falar das finais de conferência, que por sua vez decidem os finalistas da liga.

Os atuais campeões do Miami Heat estão lá novamente, e são favoritíssimos. Mas seus desafiantes, San Antonio Spurs, Memphis Grizzlies e Indiana Pacers, têm algo em comum: são as três melhores defesas da temporada, o que conta E MUITO para bater o Heat. Ou, melhor dizendo, na tentativa do milagre de bater o Heat em sete jogos.

A prova disso é o Chicago Bulls: apesar de perder por 4 a 1 na série anterior para o Heat, mostrou que a defesa ganha jogos, se você tiver elenco para isso. Desceram a porrada, marcaram alucinadamente, e conseguiram complicar a série mesmo sem praticamente ter jogador pra colocar em quadra – Kirk Hinrich, Luol Deng e Derrick Rose estavam contundidos gravemente.

Pois bem, se é a defesa que fará o sonho dos rivais de LeBron e cia. Viver, vamos dissecar os confrontos:

terça-feira, 16 de abril de 2013

Entre outras quatro linas #37 - Vôlei

"Aí sim, fomos surpreendidos novamente".

Pra quem, assim como eu, achava que o Cruzeiro ia "nadar de braçada" na final de domingo contra o Rio de Janeiro, a surpresa foi grande.

Ainda mais depois de um primeiro set de total domínio mineiro.

A equipe carioca, guiada por Lucão e por um ainda contestado Bruninho, virou de modo improvável um jogo que deveria ter sido bem mais difícil.

Assim como o apagão do Osasco no feminino, ficou difícil de entender o vôlei apresentado pelo Cruzeiro nos três sets derradeiros.

O que li de melhor sobre o jogo foi esse texto do Bruno Voloch, do UOL, que trago hoje pra vocês. Confiram, acessem o blog do Bruno também e claro, parabéns RJX pelo título incrível.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Entre outras quatro linhas #36 - Vôlei

Na manhã de domingo o Ibirapuera recebeu a nona final consecutiva entre Rio De Janeiro e Osasco.
Era a chance das paulistas diminuírem a vantagem carioca para um "5x4".

Estiveram muito próximas, mas não rolou. E as meninas do Rio agora aparecem com 6x3 nesta "quase década" de confrontos decisivos.

Não pude acompanhar o jogo ao vivo, por isso o blog traz a avaliação completa que o amigo Hamilton Trindade fez da partida.

Em casa, com 2 sets a 0, o Osasco desligou e conseguiu perder. Ou foi o Rio de Janeiro que estava desligado, acordou e conseguiu vencer?


segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Entre outras quatro linhas #33 – Tênis

Senhoras e senhores, ele fez de novo.

Desde que a segunda década dos anos 2000 começou, o Australian Open não sabe o que é ter outro vencedor que não Novak Djokovic.

Neste domingo, numa reedição da final do US Open do ano passado, ele enfrentou o britânico Andy Murray.

Mas ao contrário do que aconteceu nas quadras americanas, Murray não resistiu à força do sérvio e sucumbiu na busca pelo seu segundo Grand Slam.

E olha que quem só viu o começo do jogo, até pensou que poderia ser diferente.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Meninos do Paca

E a molecada do sub-20 do Santos conquistou hoje o título da Copa São Paulo de Futebol Júnior. Venceu o Goiás por 3x1 e levou a segunda taça da competição pra baixada santista.

O time fez um grande primeiro tempo, digno do time grande que se impõe sobre o pequeno, sabe? Marcou pressão, desarmou no ataque e fez os gols.

Caiu no erro, que às vezes até os veteranos caem, e voltaram pro segundo tempo achando que o 2x0 era definitivo. Tomaram um gol com dois minutos e cometeram um pênalti aos seis. O empate do Goiás poderia ter colocado tudo a perder. Mas a cobrança foi desperdiçada, o time acordou, fez mais um e conduziu com muita competência o jogo até seu final.

Como mais importante que o título são os frutos dele, deixo aqui um breve comentário sobre os meus destaques do Peixe na Copinha.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Um mundo de loucos

Pois é amigos, foram seis meses falando, planejando, pensando se “dava” pro Corinthians.

Deu.

O jogo foi difícil (como não haveria de ser diferente), o Corinthians por vezes levou sufoco, mas superou, marcou, correu e venceu.

Pra quem sempre acreditou, um prêmio. Pra quem duvidou, uma conclusão.

O Corinthians é uma daquelas camisas das quais não se pode duvidar.

Não vou falar aqui do quanto Paolo Guerrero foi decisivo. Ou o quanto o, agora canonizado, Cássio foi espetacular em cada defesa.

Não vou ficar aqui repetindo que o Corinthians entrou com uma marcação excelente, anulou o jogo no chão do Chelsea e blá blá blá...

Isso tudo você já está vendo, lendo e ouvindo desde às 10h30 da manhã de ontem.

Meu post do campeão mundial de 2012 vai fazer referência (e reverência) ao verdadeiro campeão dessa história toda.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

100% Tricolor, 50% da final e 0% de dignidade argentina

Acabou ontem a Copa Sul-Americana de 2012.

Teve despedida, belos gols, confusão, expulsão.

Tudo isso em um tempo. Aliás no único tempo de jogo.

Vamos por partes e rapidamente tal qual a final de ontem.

Se nem eles jogaram até o fim, não sou eu que vou me alongar.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

De novo

Olha, vou te falar, tem coisas que cansam o torcedor.

Uma das principais delas é a repetição de erros. Não entra na nossa cabeça como um equívoco pode ser repetido tantas vezes.

Diz pra mim, qual é a sua reação quando lê uma manchete “Jogadores do Flamengo reclamam de salários atrasados”.

Ou então “Adriano sai carregado de balada na zona sul carioca e falta ao treino”.

Não dá aquela sensação de “porra, de novo”?

Pois é. Ontem, no primeiro jogo da decisão da Copa Sul-Americana entre Tigre-ARG e São Paulo, Luis Fabiano perdeu a cabeça, foi expulso e prejudicou sensivelmente sua equipe.

De novo.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Subindo pelas paredes

O futebol é sensacional mesmo né não? Desde o pior time do mundo até os grandes multicampeões, todos, absolutamente todos, estão à mercê dos caprichos da bola.

Peguemos por exemplo o caso do São Paulo ontem.

Fosse a seis anos atrás, o Tricolor provavelmente cagaria baldes pra Copa SulaMiranda. Vindo de títulos de Paulistão, Brasileirão, Libertadores e Mundial, a competição de fim de ano da Conmebol seria uma daquelas em que se colocaria a base da Copa São Paulo de Juniores e o grande destaque do time seria a nova chance dada ao Sérgio Mota.

Ressalto que não estou de modo algum depreciando a campanha são-paulina. É óbvio que é muito importante e representativo chegar em mais uma final internacional.

Só quero falar de como o tempo na seca pode fazer com que aquela moça ou cara, que até pouco tempo você achava bem meia-boca, fique incrivelmente atraente.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Aqui é Parmera cazzo!

Nestes últimos dois anos, a Copa do Brasil “assumiu” uma função curiosa. Trazer de volta ao topo do cenário nacional gigantes adormecidos.

A final desta quarta-feira encerrou oficialmente, com 11 dias de atraso, o primeiro semestre do futebol nacional.

Ontem, no duelo entre Coritiba x Palmeiras, já era esperada uma pressão sufocante dos paranaenses sobre o time paulista. A grande dúvida estava em até que ponto o Palmeiras estaria maduro e preparado para suportá-la.

O torcedor palmeirense vinha ferido por decepções brutais nos últimos tempos. E o receio de um novo vexame era inegável.

Mas ontem, com um dos piores elencos campeões de sua história, o Palmeiras enfim foi Palmeiras. E não pelo futebol jogado, longe disso aliás, mas pelo fato de ter se comportado como gigante perante a um pequeno.

Porque jogo de futebol é um negócio que vai além da bola jogada.

Por isso vou falar hoje de como essa camisa verde decidiu a partida.

terça-feira, 10 de julho de 2012

Entre outras quatro linhas #22 - Tênis

Meninos, ele conseguiu.

Num outro post que escrevi especialmente sobre ele aqui no blog duvidei dessa possibilidade, devido ao domínio de Nadal nos torneios de saibro e da grande forma de Djokovic em todas as outras quadras.

Mas ele conseguiu.

Deixá-lo como o segundo tenista com mais semanas no topo do ranking por causa de uma semaninha apenas era um grande pecado.

Agora tá resolvido.

O mito suíço do tênis, maior de todos os tempos em vitórias, finais e títulos de Grand Slams, é agora também o jogador com mais semanas de liderança na história da ATP.

E esse feito não poderia ter sido alcançado em lugar mais emblemático do que a grama sagrada de Wimbledon, na Inglaterra. E ainda por cima numa final contra um britânico, o escocês Andy Murray.

O mito está de volta ao topo.

E é sobre esse jogo histórico que falaremos agora.

Com vocês, a partida que consagrou Roger Federer como heptacampeão de Wimbledon e o maior líder do ranking de entradas da ATP em toda a história.