Big Six, por Felipe Noronha
Desde que LeBron James resolveu que iria jogar em Miami porque lá tem praia, o Heat passou a ser o time do BIG THREE: James, Dwyane Wade e Chris Bosh.
Só que, no Texas, já havia um outro trio, e que foi formado com base na esperteza e inteligência na hora do draft: em San Antonio, os Spurs contam com Tim Duncan, Tony Parker e Manu Ginóbili há anos. E já levaram três títulos com eles juntos em quadra.
Essa é a final da NBA 2013: Heat, com o mando de quadra, jovens atléticos e em busca de uma dinastia; e Spurs, com seu trio veterano, infinitos role players draftados em escolhas surpreendentes e muita, mas muita inteligência em quadra.
E a final já começou, na noite da última quinta-feira, com a vitória épica dos Spurs liderada por Tony Parker, com uma bola mágica faltando menos de 5 segundos para o final. Os 92 a 88 são ótimos para os Spurs, que roubam o mando de quadra, mas fica o aviso: desde que James e cia se juntaram, toda série em que perderam o primeiro jogo eles viraram para 4 a 1.
Inclusive na última final, quando derrotaram o Oklahoma City Thunder de Durant, Westbrook, Ibaka e Harden. Ou seja, bateram o atleticismo. Será que a chave para derrotá-los é a experiência? Eu acredito que sim.
Duncan, Ginóbili, Parker e, é claro, Gregg Popovich, um gênio no comando da equipe, devem ter estudado os 82 jogos do Heat mais todos dos playoffs exaustivamente. Tentarão juntar a raça dos Bulls, a defesa dos Pacers e o misticismo de Dirk Nowitzki (campeão em cima de James e cia. em 2011) para conquistar a taça.
Para o Heat, a chave é impor seu jogo. Não há porque mudar todo o esquema criado por Erik Spoelstra, um ótimo técnico extremamente subestimado pela mídia, que acha que ele só joga camisa para o alto e os astros que mandam. Longe disso.
As mudanças entre 2011 e 2013 são gigantescas. O individualismo é passado. O jogo é coletivo e os role players, como Norris Cole, Ray Allen, Shane Battier e (MEU DEUS!) Chris Andersen são fundamentais e estão em boa fase. A defesa, quando querem, é feita com extrema vontade e os caras não cansam.
Claro, a derrota de ontem deve mudar o panorama e promover mudanças para se adaptar ao Spurs, mas acho que isso eles tiram de letra. Se conseguiram nas últimas sete séries de playoff, por que não agora?
Palpite? 4 a 3. Pra quem? Não faço ideia.
VAI SPURS!
