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segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Balanço do Brasileirão 2013

Acabou a procissão. Depois de longos seis meses e 380 jogos, chegou ao fim o Campeonato Brasileiro de 2013.

Você já sabe que junto a Náutico e Ponte Preta, caíram os cariocas Vasco e Fluminense.

Já sabe também (há muito tempo, aliás) que o Cruzeiro foi o campeão.

Como quem ganha merece destaque, deixo aqui os parabéns à Raposa pela campanha de altíssimo nível. Um título inquestionável, antes de qualquer coisa.

Isto posto vamos agora ao fechamento de contas. O blog agora irá avaliar a participação de cada equipe como Positiva, Neutra ou Negativa no certame nacional.

A avaliação positiva do 16º e negativa do 4º colocado mostrarão que as coisas não são tão óbvias assim e que ter terminado na “primeira página” da classificação não é sinônimo de boa campanha. 

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

O capanga

Ontem tivemos um novo protesto dos jogadores em prol do movimento Bom Senso FC.

A “Noite dos Braços Cuzados”, como tem sido chamada, foi notícia em todo o país e um caso específico chamou ainda mais a atenção.

No jogo entre São Paulo e Flamengo, em Itu, Alício Pena Júnior ameaçou dar cartões amarelos a todos os jogadores que cruzassem os braços quando o jogo fosse iniciado.

A alternativa encontrada foi incrível. Os dois times ficaram por quase um minuto mandando a bola de um lado para o outro, sem disputa, enquanto o bobão lá fazia papel de tonto correndo de um lado para o outro.

No entanto, apesar do orgulho pela mobilização dos atletas, o caso específico de Alício nos deixa uma séria preocupação.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Ingênuos

No último dia 09 de setembro, Paulo Autuori foi demitido do São Paulo Futebol Clube. Para seu lugar, foi chamado Muricy Ramalho, treinador que alcançou grande sucesso no clube na segunda metade da década passada. E muitos falaram que o São Paulo dava um último tiro de desespero em prol de sua salvação.

Não é verdade.

Muricy começou vencendo três partidas seguidas, sendo uma delas contra o badalado (e de fato muito bom) Atlético-MG, atual campeão da Libertadores da América. E muitos passaram a dizer que Muricy era de fato a solução dos problemas tricolores.

Não é verdade.

Agora, após a acachapante derrota de ontem para o Santos, o São Paulo de Muricy acumula agora três derrotas seguidas no Brasileirão. E já há quem diga que o treinador não terá condições de salvar o São Paulo.

Também não é verdade. E podemos derrubar estas três ingênuas afirmações facilmente.

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Bonde do “vou-não-vou”

Deve fazer mais ou menos uns dois anos que falei sobre uma característica muito curiosa do Campeonato Francês. Toda temporada forma-se um bolo de uma dúzia times no meio da tabela separados cinco ou seis pontos.

Equilíbrio que pode ser interpretado positiva ou negativamente, depende de quem vê. E aí é melhor confiar na visão de quem acompanha sempre. Confesso não assistir tantos jogos da Ligue 1 assim (rs), por isso prefiro não cravar o quão ruim ou boa é a competição.

Mas agora aconteceu o mesmo por aqui, no nosso Brasileirão.

E do nosso quintal podemos falar com bem mais propriedade.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Zé Gotinha

Todo ano, em época de campanha de vacinação, nosso amiguinho aí do lado aparece na TV convocando os pais a levarem suas crias até um posto de saúde pra que tomem as devidas doses.

Normalmente a prevenção é feita de forma homeopática nas crianças, e elas acabam tendo de voltar para segundas e terceiras doses.

“Pronto, agora o Dello enlouqueceu de vez e esqueceu que essa bagaça é um blog esportivo”.

Não gente, tô falando disso por causa da rodada desse meio de semana no Brasileirão.

Não entendeu nada, né? Já explico.

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Constatando o óbvio

Você está surpreso com a posição do Atlético-PR na classificação do Campeonato Brasileiro?

Não consegue entender como o Furacão venceu tantas equipes teoricamente superiores a ele?

Fica impressionado sempre que vê a velocidade do jogo imposta pelo rubro-negro em suas partidas?

Pois não devia. Se parar pra pensar em todo o ano de 2013, entenderia a nítida razão do sucesso paranaense.

Ao contrário dos outros 19 times da Série A, o Atlético foi o único que pôs em prática o jeito certo de se tratar Campeonato Estadual.

Não entendeu a relação entre Estadual e Brasileiro? Eu explico.

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Talvez, dessa vez

Levou dez anos. Mas parece (e eu disse PARECE) que nesse ano teremos um Campeonato Brasileiro mais próximo do que muitos sempre alegaram ser nossa vantagem perante aos europeus.

“Na Europa o campeonato fica sempre entre dois, no máximo três. Aqui todo ano tem 12 candidatos”, afirmam os entusiastas tupiniquins.

O fato é que isso nunca se concretizou. Desde que se implantaram os pontos corridos por aqui, a disputa pela taça sempre ficou entre um paulista contra um carioca/gaúcho. A única exceção foi 2003 quando tivemos um paulista contra um mineiro.

Esse ano tá diferente. Não sabe-se bem se pelo crescimento dos cariocas, pelo declínio dos paulistas ou pelo momento iluminado dos mineiros.

Mas que tá diferente, isso tá.

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Má fase corporativista

Os mais adiantados (tipo o Rogério), após acompanharem a partida de ida entre Newell’s Old Boys e Atlético-MG desta quarta-feira, já apostam na queda do Galo na Libertadores. O que pode representar o fim da “moda atleticana” que tomou conta do País nos últimos meses.

E o mais curioso de uma possível derrocada do Galo seria o fato de não termos NENHUMA EQUIPE em grande fase em todo o Brasil.

O Botafogo não vive nenhuma crise, temos que admitir. Mas também está longe de uma lua de mel junto ao seu torcedor.

O Corinthians talvez seja o que está mais próximo do que se considera uma boa fase. Mas estando a apenas um ponto da zona de rebaixamento no Brasileirão, o corintiano também não está “rindo a toa”.

E quanto a todos os outros clubes grandes do País? Olha...

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

E se fosse mata-mata?

Hoje vou fazer uma pequena brincadeira por aqui.

Faz algum tempo que vi em algum blog (o qual não lembro o nome, mas, se alguém lembrar, por favor me diga para eu creditá-lo) uma postagem com essa proposta. Uma coisa inviável, só pra ficar na imaginação mesmo.

E se depois que acabam os turnos do Brasileirão rolasse o antigo mata-mata, falecido em 2002? Quem seria campeão? Seria a mesma equipe que ficou na liderança? Teríamos alguma surpresa?

Enfim, como não temos os jogos pra tirar a dúvida, a ideia é a seguinte: pegamos as equipes que ficaram nas oito primeiras posições e realizamos os cruzamentos a lá 2002. Para definir quem passa de fase, pegamos os dois jogos que os times realizaram nos turnos, sem regra de gol fora e com a vantagem dos resultados iguais pro time de melhor campanha.

Entendeu? Então confere aí o campeão do Brasileirão 2012 no nosso mata-mata virtual.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Descansou

Nós, fãs de futebol aqui no Brasil, temos vários entes queridos. Doze deles em especial são os mais importantes e mais presentes em nossas vidas. 

Quatro moram em São Paulo, quatro moram no Rio, dois moram em Minas e dois no Rio Grande do Sul.

É difícil pra nós nos preocuparmos com doze pessoas ao mesmo tempo. Mas podemos dizer que, cada um ao seu modo, onze deles estão encerrando o ano na boa.

Uns mais felizes pelas conquistas alcançadas em 2012, outros nem tanto. Tem um que tá até com viagem marcada pro Japão agora em dezembro.

Enfim, quase todos numa boa esperando 2013.

Quase todos.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Sou de um clube tantas vezes campeão

Assim que Leandro Vuaden apitou o fim de jogo em Presidente Prudente neste domingo, o Campeonato Brasileiro novamente premiou a melhor equipe da temporada.

Neste ano em especial, também foi premiada a coragem de quem não deixou que dificuldades de um passado recente, o tirassem do caminho que acreditava ser o correto.

O Fluminense é tetracampeão brasileiro e, com sua campanha, consagrou definitivamente o tal do projeto.

Aquele, arrotado por treinadores todos os anos para justificar sucessos e fracassos.

Pois bem, no Fluminense ele só justifica conquistas.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

De olho em quem sobe

Boa parte das pessoas que estão acompanhando a Série A do Brasileirão, principalmente os paulistas, já deixaram de lado a “briga” pelo título e agora concentram as atenções na luta palmeirense contra a queda.

Outros afirmam que o grupo dos rebaixados já está fechado e largaram o Brasileirão de vez.

Pois bem, partindo do princípio que Atlético-GO, Figueirense, Palmeiras e Sport vão embora, tá na hora de saber quem vem ocupar estes lugares.

Na Série B, a briga pelas quatro vagas de acesso ficaram polarizadas apenas entre 5 times.

Os três primeiros abriram vantagem e agora não precisam de muito pra se garantir. Enquanto quarto e quinto fazem sábado um jogo “com cara de final” (como odeio essa expressão).

Apresento-lhes agora, os times que vão passar na Globo em 2013.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Os Grand Canyons do Brasileirão

O Campeonato Brasileiro de 2012 chega à sua reta final lembrando os primeiros anos de Schumacher na Ferrari. As três principais "regiões" da classificação estão separando integrantes de postulantes por grandes margens de pontos.

Teremos mais oito rodadas até dezembro para confirmar o que já sabemos, assim como o alemão que corria as quatro ou cinco últimas corridas da temporada por pura diversão (e mesmo assim vencia).

Nunca concordei muito com a ideia da CBF em colocar clássicos nas rodadas finais pra “evitar a entrega de jogos”. O cara que quer entregar um jogo pra ferrar o rival entrega na última, na penúltima, na antepenúltima ou na 26ª rodada. Não faz diferença.

Mas esse ano, a solução "tucana" (já que estamos no clima das eleições, não posso negar que esse tipo de remendo é a cara do PSDB) vai funcionar em outro sentido.

Só mesmo um clássico pra segurar a atenção do povo numa rodada que não valerá nada, já que as disputas por título, Libertadores e contra a queda estão virtualmente encerradas.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Coadjuvantes de luxo

Desde 2003, ano em que foi implantado o sistema de pontos corridos no Campeonato Brasileiro, o estado de São Paulo sempre colocou representantes no topo da tabela.

Desde o Santos vice-campeão em 2003, até o Corinthians campeão de 2011, sempre que se olhava para a parte de cima da tabela, lá estavam os times da terra da garoa.

Em nove edições de pontos corridos, o estado conquistou seis títulos e dois vices, sendo que em 2007, teve campeão e vice (São Paulo e Santos, respectivamente).

No entanto, na parte de cima da edição atual, temos de tudo um pouco. Carioca no topo, mineiro entre os favoritos ao título, gaúcho deslanchando rumo às primeiras posições.

Menos os paulistas.

Cabeça longe, elenco fraco, dependência de um só jogador e uma inexplicável irregularidade são algumas das razões que impedem os clubes paulistas de chegarem no famoso G4.

sábado, 1 de setembro de 2012

Enfim, forte e vingador

Você, mesmo que a distância, está acompanhando o Campeonato Brasileiro. Não tem jeito, mesmo que desencanado, você ouve falar, lê alguma notícia, assiste algo na TV.

E em consequência disso com certeza está sabendo alguma coisa sobre a espetacular campanha do Atlético-MG. A equipe de Belo Horizonte encerrou o primeiro turno beirando 80% de aproveitamento dos pontos. OITENTA POR CENTO.

Pra se ter uma ideia, o Barcelona terminou o último Campeonato Espanhol com 79,8% de aproveitamento. E olha que lá os caras só enfrentam o Real Madrid de igual pra igual.

Se o Galo vai ter gás pra ir até dezembro na frente é outra história. Mas, no mínimo, já é admirável o desempenho de um gigante que vinha desacordado há um longo (longo mesmo, pra caramba, longuíssimo) inverno.

Aí você pode se perguntar: Esse momento tão especial caiu do céu? É um milagre? É a força do destino? De jeito nenhum (aliás, nada na vida é).

Cinco pontos são cruciais para o Galo estar onde está. E não, a sorte não é nenhum deles.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Hora de continuar pensando em dezembro

Por Pedro Nuin

Antes de 4 de julho se transformar no dia da Independência Corintiana, eu e uma imensa fatia da república dos loucos (que incluía o presidente) desdenhávamos da tal da Libertadores. Era um campeonato besta, que só tinha valor porque o Corinthians ainda não havia vencido. Se o Corinthians tivesse uma Libertadores e nenhum Rio-São Paulo, o que ia valer era o Rio-São Paulo. Para nós corintianos é assim que as coisas funcionam. Mas não é que os rivais (ou antis) tinham razão?

É muito bom ganhar uma Libertadores. Não pelo significado da competição em si (porque pra mim ela continua sendo um Brasil x Argentina com altitude no meio). Mas pela paz de espírito que ela te traz. Quando é que na história do Corinthians perder dois clássicos seguidos não instalaria uma crise enorme com queda de treinador? Ah... tem coisas que só essa Libertadores é capaz de fazer.

Mas vamos ao jogo de domingo, quando perdemos do São Paulo (não é assim que eu costumo chamar entre amigos, mas falarei assim em respeito ao grande Wesley, o são-paulino com o espírito mais corintiano que eu conheço).

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Hora de pensar no que virá daqui pra frente

Por Wesley Souza

Fim de primeiro turno e estamos em quinto, eu acredito que agora com um técnico de verdade e com esse elenco dá para brigar por uma vaga na Libertadores. Mas a prioridade tem que ser dada a Copa Sul-Americana, é um título que nós não temos, pelo menos não com este nome e também é um caminho mais fácil para chegar à competição continental. O Bahia foi fácil, agora estamos nas oitavas esperando Nacional-URU ou Liga de Loja-EQU que se enfrentam nesta quarta. Além de ser um caminho mais fácil é um torneio de mata-mata que nós não ganhamos desde 2005. Se vamos levantar algum título este ano, como nossos co-irmãos eu não sei, mas sei que dando tempo ao Ney Franco temos tudo para comemorar muito no ano que vem.

Mas não posso ir embora sem falar de domingo. 

segunda-feira, 28 de maio de 2012

O Brasilerão sem ninguém pra ser campeão

No último fim de semana começou o mais importante (e mais longo) campeonato de futebol do Brasil.

Com acesso de equipes médias no cenário nacional (Sport, Naútico, Portuguesa e Ponte Preta) e a queda de pequenas (como Avaí, Ceará e América-MG) o campeonato tende a ficar mais forte.

Segue a fórmula de pontos corridos que rebaixa quatro, dá vaga direta aos grupos da Libertadores pra três, vaga na Pré-Libertadores pra um e na Sul-Americana para as oito equipes subsequentes.

Pode ser que você já tenha visto pelos sites esportivos que existem por aí "Guias do Brasileirão 2012" que supostamente diriam as perspectivas de cada equipe pra esse ano.

Acontece que por razões comerciais os grandes portais só batem nos pequenos.

Pode ir no Google, a maioria está apontando a queda de Portuguesa, Ponte Preta, Naútico e Atlético-GO.

É mais fácil não dizer ao torcedor do Flamengo ou do Cruzeiro a verdade sobre seu time.

Por isso decide fazer aqui o "Meu Guia" do Brasileirão. Sem tanto blá blá blá e com a realidade dos times hoje.

Se tiver coragem de ler a verdade sobre seu time, entre no post. Se não, pede pra sair.

Ressalto que as opiniões são embasadas na atual realidade dos times (no esquema, se ficar do jeito que está acaba assim). Qualquer equipe pode se reforçar pra caramba durante o ano e brigar por Libertadores.

Mas como esse não é o blog da Mãe Dinah, minhas previsões é que darão as caras por aqui.

Confere aí.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Aproveitar cada momento. Porque um dia acaba.


Por Felipe Noronha

E pode ter acabado neste domingo, com o terceiro título paulista consecutivo. Pode ser que o Santos caia para o Vélez. Pode ser que perca a Recopa para a Universidad. Pode fazer mais um Brasileiro morno.
Por isso, não deixe a sensação de que essa foi “só mais uma taça” te tomar. Aproveite-a. Pode ter sido a última da segunda maior geração da história do Santos Futebol Clube. E por isso o torcedor não deve se poupar de ir à Vila, ao Pacaembu, ao Morumbi, ou em qualquer outro estádio que o Santos jogar.

A ideia de guardar dinheiro, por exemplo, faz sentido, mas não é o momento. Guarde daqui um tempo, quando nem Neymar, nem Arouca, nem Paulo Henrique estiverem mais aqui (por mais que o desejo seja de que fiquem anos e anos). Se você preferir ficar em casa agora, perderá momentos históricos do clube, certamente, nem que seja “apenas” outra atuação esplendorosa do menino camisa 11.

Era Neymar (?)

Enfim, estamos presenciando uma Era. Seria a Neymar? Talvez. Por frequentar a Vila Belmiro e outros estádios nos quais o Santos joga, fico feliz quando ouço certas coisas. Como um filho apontando pro pai: “Olha, é o Arouca ali!”. Aconteceu ao meu lado no jogo contra o Bolívar. A geração atual de torcedores idolatra, sim, o menino de moicano. Mas reconhece a grandeza de cada peça dessa Era.

A definição Era Pelé me incomoda. Não que ele não mereça. Mas parece que isso esconde a grandeza de Pepe, Dorval, Mengálvio, Zito, Gilmar, Calvet, Ramos Delgado, Mauro e outros 45 nomes (e Coutinho incluso, apesar de sua ranhetice atual). Por isso, cada partida absurda de Arouca, cada desarme de Pagode, cada defesa de Rafael, cada passe de Paulo Henrique, cada gol de Borges, às vezes ficam escondidos atrás do que Neymar faz.

Por isso, afirmo que estamos vivendo uma Era. Mas que não a batizem. Pelo menos não agora. Volto ao que disse no início: se é uma Era, aproveitem-na. Cada jogo estará na história.

Elenco

Como citei alguns pontos de nosso elenco, posso dissertar sobre, certo? Talvez seja errado, mas irei mesmo assim. O elenco é incompleto. E mesmo assim é um dos mais fortes do Brasil. “Será que sem Neymar o Santos seria o mesmo?”, perguntam comentaristas. Meus caros, o Neymar é do Santos e, enquanto ninguém quebra-lo na pancada, continuará. Eu não discuto como seria o time sem ele.

O Santos tem time para brigar pelo título da Libertadores novamente. Mas não tem para o Brasileiro. Por mais que Muricy e companhia digam que querem lutar, não dá. Temos três grandes goleiros (o Vladimir é genial, vão por mim), mas é a única posição bem servida. A lateral direita tem Fucile? Quem sabe? Ninguém sabe quando ele volta, ou se fica após julho. Maranhão não dá. Gérson Magrão ninguém sabe com que perna joga.

Léo, por mais que eu queria que se torne presidente logo, é bem isso: está mais perto de se tornar presidente do que continuar jogando em alto nível. Juan é Juin (enfim...). E não me venham falar que encaixou no time. Erra muito, atrapalha as jogadas pela esquerda mais que ajuda. Crystian é promessa há muito tempo.

Na zaga, a dupla titular e que jamais mudará não passa confiança a ninguém. Os reservas são médios ou fracos. A volância titular é genial, Arouca e Pagode são maravilhosos. Mas Henrique não consegue encaixar sequência de bons jogos e o resto, bom, é o resto. Na meia, se livram de um cara útil, Ibson, e mantém um morto, Elano. Paulo Henrique é ótimo, é claro, mas ficando 67 partidas de fora, quem jogará? F. Anderson? Hum.

No ataque, um gênio e dois esforçados. Mas no banco ninguém. Wasón, Dimbalada e companhia são esforçados, mas não “se garantem”. Por isso, vejo necessidade de reforços em TODAS as posições.

“Mas com tantas críticas, Felipe, como você vê esse time tendo chances na Libertadores?”. O time titular é fantástico quando quer, meu caro. Mas tá aí o problema. Quando quer. E se acordar contra o Vélez, por exemplo, num dia ruim? Tudo pode acabar. O Santos costuma se deixar levar pela ideia de que ganha quando quer qualquer partida. Uma hora isso acaba. E a cada jogo essa hora se aproxima, não é?

Libertadores

Bom, isso é o que todos nós, santista, queremos, certo? O tetra. É um sonho, assim como por 48 anos o Tri era o que desejávamos. É possível, mas muito complicado.

Se fosse analisar time por time, concordo que o Santos é melhor que o Vélez (e que qualquer outro da competição). Mas esses moleques nunca jogaram na Argentina. E é aí que aumenta meu medo. Mas, veja, é também a chance de calar todo mundo que fala (e é muito sem nexo, isso, tem que ser débil demais): “Mas o Santos ganhou a Libertadores sem enfrentar brasileiros ou argentinos”. 

Se eles caíram antes, problema deles. Mas é a chance. Já passamos pelo Inter, quem sabe do Vélez? Aliás, curiosidade: essa geração já enfrentou bolivianos, brasileiros, mexicanos, uruguaios, paraguaios, colombianos, peruanos, chilenos e venezuelanos. Só falta um argentino, que será agora, e equatorianos, que não será esse ano. Ou seja, é um time que rodou por todas as escolas da Libertadores. Já provaram que são capazes, não?

Penso que serão dois grandes jogos contra o Vélez. Em José Almafitani, o ideial na minha visão é a tática “dá um jeito de defender e quando roubar a bola dá pro Neymar”. O time ganha sempre que encaixa essa tática, não tem porque mudar. Na Vila (ou Pacaembu, Morumbi, Barueri, Acre), a tática é começar pressionando jogando a bola pro Neymar, independente do resultado da ida, e aos poucos ir adaptando o jogo ao resultado anterior.

Se perder, ataque de tudo quanto é jeito desde que a bola passe pelo Neymar. Se empatar, e o jogo estiver empatado, pressão sim, mas mais toque de bola no meio e movimentação do moleque. 

Se ganhar na Argentina, enrola, e só ataca na boa (leia-se toca para o Neymar). Ganharam uma Libertadores assim. Não tem porque mudar, pelo menos por enquanto.

Apostas

Para finalizar, palpites no torneio de meio de semana que interessa, a Libertadores: Vélez passa pelo Santos (sou muito incoerente), Vasco pelo Corinthians, La U pelo Libertad e Boca pelo Flu.