Por Pedro Nuin
Antes de 4 de julho se transformar no dia da Independência Corintiana, eu e uma imensa fatia da república dos loucos (que incluía o presidente) desdenhávamos da tal da Libertadores. Era um campeonato besta, que só tinha valor porque o Corinthians ainda não havia vencido. Se o Corinthians tivesse uma Libertadores e nenhum Rio-São Paulo, o que ia valer era o Rio-São Paulo. Para nós corintianos é assim que as coisas funcionam. Mas não é que os rivais (ou antis) tinham razão?
É muito bom ganhar uma Libertadores. Não pelo significado da competição em si (porque pra mim ela continua sendo um Brasil x Argentina com altitude no meio). Mas pela paz de espírito que ela te traz. Quando é que na história do Corinthians perder dois clássicos seguidos não instalaria uma crise enorme com queda de treinador? Ah... tem coisas que só essa Libertadores é capaz de fazer.
Mas vamos ao jogo de domingo, quando perdemos do São Paulo (não é assim que eu costumo chamar entre amigos, mas falarei assim em respeito ao grande Wesley, o são-paulino com o espírito mais corintiano que eu conheço).
