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segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Balanço do Brasileirão 2013

Acabou a procissão. Depois de longos seis meses e 380 jogos, chegou ao fim o Campeonato Brasileiro de 2013.

Você já sabe que junto a Náutico e Ponte Preta, caíram os cariocas Vasco e Fluminense.

Já sabe também (há muito tempo, aliás) que o Cruzeiro foi o campeão.

Como quem ganha merece destaque, deixo aqui os parabéns à Raposa pela campanha de altíssimo nível. Um título inquestionável, antes de qualquer coisa.

Isto posto vamos agora ao fechamento de contas. O blog agora irá avaliar a participação de cada equipe como Positiva, Neutra ou Negativa no certame nacional.

A avaliação positiva do 16º e negativa do 4º colocado mostrarão que as coisas não são tão óbvias assim e que ter terminado na “primeira página” da classificação não é sinônimo de boa campanha. 

quinta-feira, 28 de março de 2013

A nova quinta (e a nova quarta) força do futebol paulista

Sou muito a favor da manutenção de tradições no futebol. Sempre que sobram numa briga contra o rebaixamento, por exemplo, um grande e um pequeno, torço pro grande se salvar.

Pra mim o Brasileirão fica perfeito se os vinte forem Flamengo, Corinthians, Vasco, São Paulo, Fluminense, Santos, Botafogo, Palmeiras, Atlético-MG, Internacional, Cruzeiro, Grêmio, Atlético-PR, Bahia, Coritiba, Vitória, Sport, Santa Cruz, Goiás e mais uma equipe x pra apanhar de todo mundo. Catarinense, Cearense, Paraná Clube, Náutico, América-MG, tanto faz, mas não mais que um de cada vez.

Sei que é utópico e o rebaixamento de quatro impossibilita o sonho, mas, possível fosse, sempre teríamos, pelo menos, uns cinco jogos clássicos das principais forças do futebol brasileiro por rodada.

E eu continuava nesse sonho até que, em meio a estes delírios, nasce um fenômeno no qual custei a acreditar. O de que até mesmo uma grande força pode se apequenar. E ainda por cima dar espaço pra que outra ocupe seu lugar.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

A macaca não sentiu pressão nenhuma

Por Pedro Nuin

Na tarde do último domingo o Corinthians entrou no gramado do Pacaembu como favorito e saiu de lá como decepção. Foi o prêmio que o time recebeu da “maravilhosa” tabela do Paulistão por fazer a melhor campanha de toda a morosa primeira fase. O campeonato estava apenas começando para o Timão, mas já estava rolando há muito tempo para a Ponte Preta.

O jogo começou muito mais quente pelo lado da Ponte do que pelo lado corintiano. A disposição mostrada logo no início pelos campineiros em marcar no meio de campo, ganhar os espaços e sair em bloco para os contra-ataques indicava como seria a partida. Mas se os corintianos se esqueceram de que o jogo era decisivo, Júlio César fez questão de lembrar a todos. Afinal, se ele falha o jogo é decisivo.

Júlio deve aprender a controlar melhor suas emoções. Faz parte da carreira de um goleiro colecionar pequenos frangos, mas ele não pode se abalar com isso. Me parece que ele não consegue ter a frieza necessária por ser tão corintiano. Gosto dele, mas o vejo como um torcedor que desceu das arquibancadas e foi improvisado ali para salvar a pátria, tanto quando quebra o dedo e permanece em campo, como quando erra e de desespera. Calma, Júlio! Desse jeito sua zica só aumenta. Tanto é verdade que quando ele falha, é derrota certa. Me lembro de um jogo entre Corinthians x São Paulo pelo Paulistão de 2010. No gol alvinegro, Rafael Santos falhou feio umas 3 vezes, mas não era tão azarado. Acabou que o Corinthians venceu por 4 x 3 e poucos se lembram dele. Mas se fosse o Júlio, o Corinthians teria perdido.

Falhas à parte, o Corinthians mostrou sua face desconhecida para a torcida. Se desesperou diante de um adversário completamente lúcido e que soube suportar a pressão. O gol de Alex fez o corintiano acreditar em mais um jogo épico. A final, corintiano sempre acredita. Mas o juizão apitou e trouxe todo mundo pra terra. À propósito, sabe qual o campeonato que mais tem times que sabem suportar pressão, né? A Libertadores.

O Corinthians fica de fora de sua competição preferida para focar naquela que é a mais desejada. Serão 10 dias para absorver a pancada e mudar o pensamento.