
Já ouviu falar naquele papo de que você deve sair de um
lugar deixando as portas abertas pra uma possível volta? Não é conversa mole
não. É importante de verdade.
Quando se fala em treinador de futebol, nosso tema de
hoje, então, é primordial.
Sempre que Abel Braga estiver sem emprego, o
Internacional estará pronto pra acolhê-lo. O mesmo serve para o Cuca no
Fluminense ou para o Tite no Grêmio.
Mais do que respeito, competência, resultados e gratidão
(obrigatórios pra qualquer ser humano em qualquer área) a consideração com a
história do clube onde se trabalha é o que faz da instituição “uma casa pra
onde o cara sempre poderá voltar”.
E a falta disso faz exatamente o contrário.
Muricy Ramalho sempre focou apenas em entregar
resultados. A todo custo.
Quando eles paravam de aparecer, a falta das outras
qualidades fazia dele automaticamente um peso para todos do respectivo clube.
E assim, até hoje, sua volta nunca foi desejada por
nenhum ex-clube.